Tragédia na Transbrasiliana: sobe para oito o número de mortos após tombamento de ônibus com trabalhadores rurais

Subiu para oito o número de mortos no grave acidente envolvendo um ônibus que transportava trabalhadores rurais na madrugada de segunda-feira (16), na BR-153, trecho conhecido como Transbrasiliana, entre os municípios de Ocauçu e Marília, no interior de São Paulo. Além das vítimas fatais, 45 pessoas ficaram feridas.

O coletivo seguia do Maranhão com destino a Santa Catarina. Os passageiros viajavam em busca de trabalho temporário na colheita de maçãs durante a safra no Sul do país.

Dinâmica do acidente

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, o acidente aconteceu após o estouro de um dos pneus do ônibus. Com isso, o motorista teria perdido o controle da direção, fazendo com que o veículo saísse da pista e tombasse às margens da rodovia.

Equipes de resgate foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas. Os feridos foram encaminhados a hospitais da região. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde dos sobreviventes.

Motorista é indiciado

O condutor do ônibus, de 41 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo. Ele permanece hospitalizado e sob escolta policial. O caso foi registrado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar — além de lesão corporal e apreensão de veículo.

A perícia técnica foi acionada e deve auxiliar na apuração das circunstâncias exatas do tombamento.

Transporte irregular é investigado

Além da análise sobre as causas do acidente, as autoridades investigam possíveis irregularidades no transporte dos passageiros. Informações preliminares indicam que o ônibus não possuía autorização para realizar fretamento interestadual.

A licença existente permitiria circulação apenas dentro do estado do Maranhão, e a viagem não constava no sistema da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão responsável pela regulamentação do transporte rodoviário no país.

Participam das investigações, além da PRF e da Polícia Civil paulista, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e a própria ANTT, que deverá apurar eventuais responsabilidades administrativas.

O caso gerou grande comoção e reacendeu o debate sobre as condições de transporte de trabalhadores sazonais que percorrem longas distâncias em busca de oportunidades de emprego em outras regiões do Brasil.

Fonte: Jornal Razão │ Foto: Reprodução

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