O aumento das instabilidades no Oriente Médio já começa a gerar reflexos no agronegócio brasileiro. A escalada dos conflitos na região tem impulsionado o preço do petróleo no mercado internacional, o que impacta diretamente o valor do diesel — combustível essencial para o transporte da produção e para a operação de máquinas no campo.
Com o diesel mais caro, produtores enfrentam aumento nas despesas com frete e atividades agrícolas, reduzindo a margem de lucro em diversas culturas.
Outro ponto de preocupação envolve os fertilizantes. O Irã está entre os importantes produtores mundiais de ureia, matéria-prima fundamental para a adubação. O Brasil, que depende significativamente da importação desses insumos, pode sentir os efeitos de uma eventual alta nos preços ou dificuldades no fornecimento, o que encareceria o plantio das próximas safras.
As relações comerciais entre o Brasil e o país asiático também entram no radar. Em 2025, o intercâmbio entre as duas nações movimentou cerca de US$ 3 bilhões. Produtos como milho e soja, que têm relevância nas exportações brasileiras, podem sofrer impactos caso o cenário de instabilidade se prolongue.
Diante desse contexto, o setor agrícola acompanha com atenção os desdobramentos internacionais. A combinação de combustível mais caro, insumos agrícolas pressionados e possíveis entraves comerciais pode elevar custos de produção e afetar a competitividade do agro brasileiro no mercado global.
Com informações Folha Agrícola