Os preços da soja continuam em queda no mercado brasileiro, influenciados principalmente pela perspectiva de uma safra recorde no país, pela demanda interna ainda enfraquecida e pelo fortalecimento do real frente ao dólar.
A valorização da moeda brasileira tem reduzido a competitividade da soja nacional no comércio internacional, fazendo com que parte dos compradores externos direcione suas aquisições ao produto dos Estados Unidos. Esse cenário contribui para a menor movimentação nos negócios e mantém os valores da oleaginosa sob pressão.
No campo, a colheita avança de forma gradual em diversas regiões produtoras do Brasil. Entretanto, de acordo com agentes ouvidos pelo Cepea, a situação climática ainda inspira cautela, especialmente no Sul do país. Nessas áreas, os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal, afetando principalmente as lavouras plantadas mais tardiamente.
Apesar do quadro de atenção, a previsão de chuvas mais generalizadas nos próximos dias traz expectativa de melhora nas condições hídricas, o que pode aliviar o estresse das plantas e favorecer o desenvolvimento das lavouras.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, até o dia 24 de janeiro, a colheita da soja havia alcançado 6,6% da área cultivada no Brasil, percentual superior aos 3,2% registrados no mesmo período da safra anterior. O estado de Mato Grosso segue à frente nos trabalhos, com 19,7% da área colhida, bem acima dos 3,6% observados há um ano.