Quem é Luma de Oliveira, brasileira citada em mensagens de Jeffrey Epstein


Luma de Oliveira, 61, ícone do Carnaval durante as décadas de 1980, 1990 e 2000, voltou aos holofotes, mas por outro motivo: o nome dela apareceu em uma lista de contatos e documentos do bilionário Jeffrey Epstein (1953-2019), acusado de tráfico sexual de menores. O bilionário era conhecido por colecionar contatos de celebridades, políticos e figuras da alta sociedade mundial, o que faz com que os nomes encontrados não necessariamente estejam relacionados a crimes ou conhecimento das atividades ilícitas que praticava.

A ex-modelo chegou a ser considerada “Rainha das Rainhas” do Carnaval – esta semana, foi homenageada por Virginia Fonseca, rainha de bateria da Grande Rio, que fez um ensaio fotográfico tendo Luma como referência. Foi casada com o empresário Eike Batista entre 1991 e 2004 – com quem teve dois filhos: Thor, 34 e Olin Batista, 30.

Quem é Luma de Oliveira?

Nascida em Nova Friburgo (RJ) e criada em Niterói (RJ), Luma de Oliveira é a irmã mais nova da atriz Isis de Oliveira, 75. Começou a carreira artística como modelo aos 16 anos, fazendo trabalhos em países como Alemanha, França e Japão.

A fama no Brasil veio com o Carnaval ainda nos anos 1980. Após a estreia na Portela, apareceu como madrinha de bateria da Caprichosos de Pilares em 1987, com os seios à mostra. A fama rendeu algumas participações em novelas como “O Outro” (1987) e “Meu Bem, Meu Mal” (1991).

Luma capa da “Playboy” seis vezes entre 1987 e 2005 – entre elas a edição comemorativa de 50 anos da revista.

Em 1998, causou polêmica ao surgir no desfile da Tradição usando uma coleira com o nome do então marido, Eike Batista. Aos argumentos de que estivesse passando uma imagem de submissão feminina, respondeu que “mulher submissa não desfila em escola de samba”. Em 2011, anunciou sua aposentadoria dos sambódromos.

Quem foi Jeffrey Epstein?

Jeffrey Epstein, natural de Nova York, começou sua carreira com uma breve passagem como professor em uma prestigiada escola particular.

Não demorou muito para que ele ingressasse no ramo de bancos de investimento. Ele trabalhou no Bear Stearns antes de abrir sua própria empresa em 1982.

Na companhia, Epstein atendia exclusivamente clientes com patrimônio superior a US$ 1 bilhão, segundo reportagem da CNN.

Na década de 1990, ele já havia acumulado propriedades e apartamentos em diversos países, segundo documentos judiciais, incluindo uma ilha particular no Caribe. Também convivia com algumas das pessoas mais ricas e poderosas do mundo.

Entre essas pessoas estavam o então príncipe Andrew, o ex-presidente Bill Clinton e Donald Trump, todos os quais negam qualquer irregularidade relacionada ao financista.

Donald Trump e Jeffrey Epstein • Reuters
Donald Trump e Jeffrey Epstein • Reuters

Detalhes da suposta vida secreta de Epstein vieram à tona pela primeira vez em 2005, quando várias meninas menores de idade o acusaram de se oferecer para pagar por massagens ou atos sexuais em sua mansão em Palm Beach.

Depoimentos de um grande júri divulgados anos depois incluíram acusações de que Epstein, então na casa dos 40 anos, havia estuprado adolescentes de até 14 anos.

Ele conseguiu evitar ser acusado na esfera federal ao firmar um acordo para cumprir 13 meses de prisão por acusações estaduais de prostituição e se registrar como agressor sexual.

Uma revisão do Departamento de Justiça concluiu posteriormente que o então procurador federal Alex Acosta, que supervisionou o acordo, demonstrou “falta de bom senso” ao fechá-lo. Acosta posteriormente atuou como secretário do Trabalho de Trump em seu primeiro mandato.

Entretanto, em 2018, dezenas de outras mulheres alegaram que Epstein havia abusado delas.

Essas denúncias levaram o Departamento de Justiça a abrir uma nova investigação contra o financista, e ele foi acusado em Nova York por tráfico sexual de dezenas de meninas menores de idade menos de um ano depois — ele se declarou inocente.

Em agosto de 2019, Jeffrey Epstein foi encontrado inconsciente em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. Ele foi levado a um hospital, onde foi declarado morto. A causa da morte foi considerada suicídio.

Nos anos seguintes, o Departamento de Justiça dos EUA e tribunais divulgaram cronologias e centenas de documentos que expuseram os detalhes de seus crimes. Esses arquivos incluíam um conjunto de registros de voos que listavam quem havia visitado a ilha particular de Epstein.

*publicado por Jonathan Pereira, em colaboração para a CNN Brasil



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