Mais de 90% dos atletas que disputarão os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina foram testados ao menos uma vez para substâncias proibidas antes do evento, informou nesta terça-feira a Agência Internacional de Testes (ITA).
Cerca de 2.800 atletas, de mais de 90 países, participarão dos Jogos, que começam na sexta-feira (6).
“A Agência Internacional de Testes (ITA) conclui o programa antidoping pré-Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 e informa que pelo menos 92% dos atletas foram testados no mínimo uma vez antes do evento”, afirmou a entidade.
A ITA, responsável por todos os testes antidoping dos Jogos desde Tóquio 2020, coordena os controles antes e durante os 16 dias de competições.
“No total, mais de 7.100 controles antidoping foram realizados na fase pré-Jogos, nos seis meses que antecederam o evento”, disse a ITA.
Segundo a agência, desde agosto de 2025 o foco esteve em modalidades consideradas de maior risco. Nesses esportes, 91% dos atletas foram testados ao menos uma vez e 66% passaram por três ou mais testes antes dos Jogos.
“Dos 8% de atletas não testados, 28% pertencem a modalidades de alto risco. Atenção especial será dada a esses atletas pela ITA durante os Jogos”, informou.
Novo método
As modalidades com maior percentual de testes foram salto de esqui, biatlo, luge, patinação de velocidade e short track. Entre os comitês olímpicos nacionais, China, Estados Unidos, Alemanha e Espanha tiveram mais de 94% dos atletas testados.
Com o doping como preocupação central nos últimos anos, o Comitê Olímpico Internacional decidiu ampliar os testes antes dos Jogos para identificar infrações antes da chegada dos atletas.
Dezenas de medalhas foram redistribuídas retroativamente em edições passadas, especialmente Londres-2012 e Sochi-2014, após a reanálise de amostras com métodos mais recentes.
Na segunda-feira (2), a biatleta italiana Rebecca Passler foi excluída dos Jogos de Milão-Cortina após testar positivo para substâncias proibidas em exame realizado pela agência antidoping nacional.