Na noite de quarta-feira (1º), a Justiça da Comarca de Ijuí, no Rio Grande do Sul, condenou um médico ginecologista de 72 anos a 26 anos e 10 meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes de natureza sexual cometidos contra sete pacientes.
A decisão foi assinada pelo juiz Eduardo Giovelli, da 2ª Vara Criminal, com base em denúncia apresentada pelo Ministério Público. Segundo o processo, os casos ocorreram entre 2011 e 2021, durante atendimentos realizados em consultório.
De acordo com a acusação, o profissional utilizava sua posição e o vínculo de confiança com as pacientes para realizar atos incompatíveis com procedimentos médicos, com intenção sexual. As vítimas, por sua vez, acreditavam que estavam passando por exames ginecológicos comuns.
Na sentença, o magistrado afirmou que as provas reunidas demonstram claramente a conduta criminosa, destacando que os relatos das pacientes descrevem práticas que não condizem com a atuação da ginecologia e obstetrícia. Ele também ressaltou que houve indução ao erro por meio de fraude, aproveitando-se da relação de confiança.
O juiz ainda pontuou que sensações como desconforto ou estranheza durante as consultas não descaracterizam o crime, reforçando a gravidade dos fatos.
Após a condenação, foi determinada a prisão preventiva do réu, que foi encaminhado à Penitenciária Estadual Modulada de Ijuí. Até então, ele respondia ao processo em liberdade desde maio de 2022.
O médico também é investigado em outras duas ações penais por acusações semelhantes, que seguem em andamento na mesma comarca.
A defesa informou que recebeu a decisão com surpresa, principalmente pela ordem de prisão imediata, e afirmou que irá recorrer por meio das medidas legais cabíveis.
Fonte: Rd Planalto