Caso envolve morte de paciente em clínica de reabilitação em Estação; quatro suspeitos já foram presos e três continuam sendo procurados.
Três dos sete denunciados por homicídio e tortura em uma clínica de reabilitação em Estação, no Alto Uruguai gaúcho, seguem foragidos. O caso, que ganhou repercussão na região Norte do Rio Grande do Sul, envolve a morte de um paciente e a apuração de uma série de maus-tratos praticados dentro da instituição.
As denúncias foram formalizadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) após a conclusão das investigações conduzidas pela Polícia Civil. O caso está relacionado à Clínica Reviver, localizada no município de Estação, onde, segundo o inquérito, pacientes eram submetidos a agressões físicas e psicológicas.
Morte de paciente deu início às investigações em Estação
As apurações começaram após a morte de Marcos Bohn Nedel, de 45 anos, registrada no dia 29 de janeiro. De acordo com as investigações, ele teria sido agredido por várias pessoas dentro da clínica de reabilitação em Estação, sofrendo múltiplas lesões que resultaram em sua morte.
O homicídio em Estação é apontado como consequência de espancamento. A partir desse episódio, surgiram indícios de que outros internos também teriam sido vítimas de violência sistemática dentro da instituição.
Denúncias incluem tortura e maus-tratos
Além do homicídio em Estação, o Ministério Público denunciou os envolvidos por práticas de tortura. Conforme consta na acusação, pacientes da clínica eram submetidos a castigos físicos, dopagem forçada, ameaças e outras formas de agressão física e psicológica.
Segundo a investigação, essas práticas eram utilizadas como forma de punição e controle dos internos. No momento dos fatos, 31 pacientes estavam internados na clínica em Estação, no Alto Uruguai.
Parte dos internos foi encaminhada para exames periciais durante o andamento do inquérito. Três pacientes foram transferidos para outra instituição, enquanto os demais retornaram às suas residências.
Quatro presos e três foragidos
Até o momento, quatro dos sete denunciados pelo homicídio em Estação foram presos. Entre eles estão duas mulheres e dois homens. A proprietária da clínica e a mãe dela estão entre as detidas e são apontadas como figuras centrais na administração da instituição e nas práticas consideradas abusivas.
Os outros três denunciados — todos homens — continuam foragidos. A Polícia Civil mantém diligências para localizá-los e cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça.
Tentativa de ocultação de provas
Durante as investigações sobre o homicídio em Estação, também foi constatado que alguns dos denunciados teriam tentado eliminar evidências do crime. Conforme apurado, houve limpeza do local e destruição de pertences da vítima após as agressões.
O caso segue sob responsabilidade das autoridades competentes. A Polícia Civil continua as buscas pelos foragidos, enquanto o processo judicial deve avançar com a análise das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.
Novas informações poderão ser divulgadas conforme o andamento das diligências e decisões da Justiça relacionadas ao homicídio em Estação, que segue sendo acompanhado de perto na região do Alto Uruguai.