O Grupo de Trabalho do Senado sobre a caso do Banco Master realiza nesta quarta-feira (4) a primeira reunião de trabalho. Criado no âmbito da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), o colegiado deve definir as prioridades e o cronograma de depoimentos.
Como a CNN mostrou, o grupo criado e liderado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) quer ouvir nomes como: o dono do Master, Daniel Vorcaro; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e o ex-presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto.
Além de convocar autoridades para depoimentos, o GT também poderá aprovar requerimentos de informação sobre as investigações e sugerir propostas legislativas.
Na prática, o colegiado poderá pedir documentos e relatórios já produzidos por órgãos que investigam ou analisam o caso, como a PF (Polícia Federal), o Banco Central, o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Em paralelo à atuação do GT, congressistas fazem pressão em prol de um comissão de inquérito sobre a fraude financeira do Master. Apesar disso, ainda não há indicações de que a cúpula do Congresso se comprometerá com uma CPI.
Neste cenário, tanto o GT no Senado quanto as CPIs que já estão vigentes se tornaram alternativas para as investigações no Legislativo federal. Na quinta-feira (5), a CPMI do INSS marcou depoimento de Daniel Vorcaro. A defesa ainda avalia recurso e, por isso, a oitiva ainda não foi confirmada.
Na última semana, o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou o sigilo dos depoimentos de Vorcaro, prestados no dia 30 de dezembro. Ele reconheceu, no depoimento, que o Master enfrentava uma crise de liquidez e negou ter tido “facilitação política” para viabilizar os negócios da sua instituição junto ao BRB.
Em outra frente no Senado, integrantes da CPI do Crime Organizado se mobilizam para pautar pedidos de informações e de quebras sigilo relacionados ao Master e a atuação de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), além de possíveis ligações de familiares dos integrantes da Corte com o banco.
Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após investigações da Polícia Federal envolvendo emissões de títulos e suspeitas na gestão da instituição com fraude estimada em mais de R$ 12 bilhões.
O caso e as suas possíveis repercussões para integrantes dos poderes públicos tem mobilizado parlamentares desde dezembro. Além de Renan Calheiros, os senadores que compõem o grupo de trabalho na CAE são:
- Alessandro Vieira (MDB-SE);
- Damares Alves (Republicanos-DF);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Esperidião Amim (PP-SC);
- Fernando Farias (MDB-AL);
- Leila Barros (PDT-DF);
- Randolfe Rodrigues (PT-AP);
- Omar Aziz (PSD-AM);
- Soraya Thronicke (Podemos-MS).