Greve geral paralisa a Argentina em protesto contra reforma trabalhista de Milei

A Argentina foi palco de uma greve geral de 24 horas nesta quinta-feira (19), em mobilização organizada pelas principais centrais sindicais do país contra a proposta de reforma trabalhista apresentada pelo presidente Javier Milei. A paralisação coincidiu com o início da discussão do projeto na Câmara dos Deputados da Argentina, após a matéria já ter recebido aval do Senado.

O movimento foi convocado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical argentina, e contou com adesão significativa em diferentes regiões do país. Transportes públicos, incluindo trens, metrôs e ônibus, ficaram suspensos em diversas cidades. No setor aéreo, a Aerolíneas Argentinas cancelou centenas de voos, afetando milhares de passageiros.

Os sindicatos afirmam que a proposta do governo representa um retrocesso nos direitos trabalhistas consolidados ao longo das últimas décadas. Entre os principais pontos criticados estão a redução de indenizações por demissão, mudanças nas regras de férias e licenças, flexibilização de jornadas e limitações ao direito de greve.

Por outro lado, o governo defende que as alterações são fundamentais para modernizar a legislação, estimular a geração de empregos e atrair investimentos, em meio ao cenário econômico desafiador enfrentado pela Argentina.

Além da paralisação nacional, categorias específicas também intensificaram protestos, como trabalhadores portuários, que anunciaram interrupções nas atividades por mais de um dia, impactando a logística de exportações.

O clima é de forte tensão política e social, com manifestações nas ruas e pressão sobre os parlamentares. A votação na Câmara será decisiva para os próximos passos da reforma e pode aprofundar ainda mais o embate entre o governo e os movimentos sindicais.

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