Crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (13) e é o 22º caso de feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026
Uma mulher de 28 anos foi assassinada a facadas dentro da própria residência na madrugada de sexta-feira (13) no município de Camaquã, no sul do estado. A vítima foi identificada como Angélica Inês Strelow. O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da mulher.
De acordo com informações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Angélica foi encontrada sem vida dentro da casa onde morava. No local, os agentes constataram que o portão da residência e outra porta do imóvel estavam arrombados, o que indica que o suspeito teria invadido o local antes de cometer o crime.
No momento do ataque, as duas filhas da vítima, de 11 e 6 anos, que também são filhas do suspeito, estavam dentro da residência e presenciaram o assassinato da mãe.
Segundo a Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Angélica e o ex-companheiro estavam separados havia aproximadamente três anos. A vítima possuía uma medida protetiva de urgência contra ele desde janeiro deste ano e era acompanhada pela Patrulha Maria da Penha, que monitora casos de violência doméstica. Inclusive, uma equipe da patrulha havia realizado uma visita à mulher na quinta-feira (12), um dia antes do crime.
O caso está sendo investigado como feminicídio, quando o assassinato de uma mulher ocorre em razão de violência de gênero, geralmente relacionada a situações de violência doméstica ou familiar.
Com este crime, o Rio Grande do Sul chega ao 22º feminicídio registrado em 2026, número que reforça o alerta das autoridades e de organizações que atuam na proteção das mulheres sobre a gravidade desse tipo de violência no estado.
Em nota oficial, a prefeitura de Camaquã manifestou pesar pela morte de Angélica e destacou a necessidade de fortalecer ações de combate à violência contra a mulher, classificando o caso como uma tragédia que causa profunda dor aos familiares e à comunidade.
A polícia segue realizando diligências para esclarecer todos os detalhes do crime e localizar o suspeito.
📞 Denúncias
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190, da Brigada Militar, ou pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher.