Servidor público é investigado por enviar produtos ilegais para vários países usando plataforma online
Um farmacêutico e servidor público da farmácia da Unidade de Saúde de Capinzal, em Santa Catarina, seguirá preso por decisão da Justiça Federal após audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (1º). Ele foi detido pela Polícia Federal na terça-feira (31), suspeito de envolvimento em um esquema de tráfico internacional de medicamentos e drogas.
Conforme as investigações, o homem atuava junto com a esposa na comercialização ilegal de substâncias por meio de uma plataforma digital. Ao longo dos últimos anos, o casal teria realizado mais de 900 envios para diferentes destinos, incluindo várias regiões do Brasil e países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e República Tcheca.
A apuração ganhou força após alertas internacionais emitidos dentro de um programa ligado à Organização das Nações Unidas, que monitora o envio de substâncias perigosas. Ao todo, foram registrados 15 comunicados relacionados a apreensões no aeroporto de Miami, onde autoridades encontraram encomendas contendo medicamentos controlados e até cocaína.
Segundo a Polícia Federal, os produtos eram enviados a partir dos municípios de Capinzal e Ouro, muitas vezes escondidos em embalagens de vitaminas e suplementos minerais, numa tentativa de burlar a fiscalização. A atividade ilegal era disfarçada como uma suposta loja de suplementos.
Além disso, há indícios de que o farmacêutico possa ter desviado medicamentos da própria farmácia pública onde trabalhava.
Durante a operação realizada na terça-feira, os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão — dois em Capinzal e um em Ouro — com o objetivo de reunir mais provas sobre o esquema.
O caso segue sob investigação, e o suspeito permanece à disposição da Justiça Federal.