Escassez de combustível e aumento de preços levam prefeituras do Rio Grande do Sul a priorizar áreas críticas e decretar emergência em algumas cidades
A falta de diesel no RS já impacta diretamente ao menos 142 municípios do estado, segundo levantamento preliminar realizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul. A escassez do combustível, aliada à alta considerada abusiva nos preços, tem levado administrações municipais a reorganizar suas atividades, priorizando serviços essenciais e suspendendo obras e ações que dependem de maquinário pesado.
Falta de diesel no RS compromete serviços públicos
A falta de diesel no RS tem provocado mudanças na rotina das prefeituras, principalmente no interior do estado. Com dificuldades para abastecer veículos e equipamentos, setores como infraestrutura e agricultura estão entre os mais afetados. Serviços como manutenção de estradas rurais e execução de obras públicas foram reduzidos ou até interrompidos.
Por outro lado, áreas consideradas essenciais seguem sendo priorizadas. O transporte de pacientes, especialmente na área da saúde, continua recebendo atenção das administrações municipais. No entanto, há preocupação de que a crise se agrave e passe a comprometer também outros serviços fundamentais, como o transporte escolar.
Municípios do RS decretam situação de emergência
Diante do cenário, algumas cidades do Rio Grande do Sul já adotaram medidas emergenciais. No município de Formigueiro, na região central do RS, a prefeitura decretou situação de emergência no dia 17 de março. A decisão foi motivada pelo impacto da falta de diesel no RS sobre o escoamento da produção agrícola, além das dificuldades na manutenção de estradas e na execução de serviços básicos.
Com o decreto, a administração municipal passou a ter autorização para realizar compras emergenciais de combustível, além de priorizar ações voltadas à recuperação de vias e apoio à colheita.
Situação semelhante foi registrada em Tupanciretã, também na região central do estado, onde a emergência administrativa foi decretada em 19 de março. A medida permite a adoção de ações excepcionais para garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais, mesmo diante das limitações no abastecimento.
Abastecimento de diesel no RS segue em normalização
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), medidas recentes foram adotadas para amenizar os efeitos da falta de diesel no RS. Entre as ações estão iniciativas regulatórias e um leilão promovido pela Petrobras, com o objetivo de ampliar a oferta do combustível.
Segundo o órgão, o abastecimento já começou a avançar na região da Grande Porto Alegre. No entanto, no interior do Rio Grande do Sul, a normalização deve ocorrer de forma gradual ao longo desta semana, devido a desafios logísticos.
A ANP informou ainda que segue monitorando o mercado e mantendo diálogo com distribuidoras e demais agentes do setor para evitar novos desabastecimentos.
Fiscalização apura aumento de preços no RS
Além da escassez, o aumento nos preços do diesel também passou a ser alvo de fiscalização. Consumidores e órgãos de defesa apontaram possíveis práticas irregulares em postos de combustíveis, especialmente após o agravamento do cenário internacional no fim de fevereiro.
Em resposta, a Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, iniciou uma operação conjunta com Procons estaduais e municipais. Até o momento, equipes de fiscalização já percorreram 179 municípios em 25 estados, com inspeções em mais de mil postos em todo o país.
A expectativa é de que, com a ampliação da oferta e o reforço na fiscalização, o abastecimento seja regularizado gradualmente no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, municípios seguem adotando medidas para minimizar os impactos da falta de diesel no RS e garantir a continuidade dos serviços essenciais.
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