Espanha e Portugal recebem alertas de inundações após fortes tempestades


Na Espanha, especialistas alertaram para o risco de deslizamentos de terra devido ao solo encharcado após uma grande tempestade atravessar a Península Ibérica.

Mais de 7 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas na região da Andaluzia, no sul do país, devido a uma série de frentes climáticas consecutivas que atingiram Portugal e Espanha com chuvas torrenciais e ventos fortes nas últimas semanas.

Um corpo foi encontrado a mil metros de onde uma mulher foi arrastada por um rio na província de Málaga, no sul do país, enquanto tentava resgatar seu cachorro, informou a polícia militar nesta sexta-feira (6), acrescentando que ainda precisavam realizar exames forenses para confirmar a identidade da vítima.

A agência meteorológica estatal AEMET alertou que outra tempestade atingiria a península no próximo sábado (7), trazendo ainda mais chuvas intensas.

Diversas pessoas em áreas residenciais próximas ao rio Guadalquivir, na província de Córdoba, no centro-sul do país, foram retiradas durante a noite devido à drástica elevação do nível da água.

Mais chuvas previstas para sábado (7) podem colocar mais casas em risco, com a situação em torno de Jaén e da área do Guadalquivir, em Córdoba, sendo particularmente preocupante, afirmou o presidente da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6).

“Esperamos 30 mm (de chuva). Em outras circunstâncias, isso seria pouca água, mas agora é muita, pois o solo não consegue drenar e os rios e reservatórios estão cheios”, afirmou ele.

As autoridades da cidade espanhola de Córdoba interromperam o tráfego de pedestres na ponte romana da cidade devido à cheia do Guadalquivir.

Risco de deslizamento de terra nas montanhas

O município de Grazalema tem sido o epicentro da tempestade. Cerca de 1.500 moradores foram retirados após a água se infiltrar pelas paredes das casas e descer em cascata pelas ruas íngremes de paralelepípedos.

Os aquíferos nas montanhas de Grazalema estavam cheios e poderiam provocar deslizamentos de terra devido à pressão acumulada, disse o presidente da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, à rádio SER.

As montanhas de Grazalema são compostas de rocha permeável que se dissolve ao absorver grandes volumes de água, podendo levar ao colapso estrutural, explicou à agência de notícias Reuters Nahum Mendez-Chazarra, professor de geologia da Universidade de Valência.

“É possível que essas cavidades se alarguem e eventualmente causem o afundamento do solo, o que obviamente afetará qualquer casa ou estrada no topo”, afirmou.

Portugal prorroga o estado de calamidade

No sul de Portugal, grandes partes da cidade de Alcácer do Sal, às margens do Rio Sado, permaneceram parcialmente submersas pelo terceiro dia consecutivo.

“Não me restou nada. Só fiquei com a roupa do corpo”, falou à Reuters Rita Morgado, moradora de Alcácer, acrescentando que mais de mil pessoas precisavam de ajuda.

O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou na noite de quinta-feira (5) que o seu governo prorrogou o estado de calamidade pública em 69 municípios até meados de fevereiro, acrescentando que chuvas “sem precedentes” e riscos de cheias ameaçam várias regiões.

O comandante da ANEPC (Agência Nacional de Proteção Ambiental e a Segurança Pública), Mário Silvestre, afirmou que seis rios – incluindo o Tejo – correm o risco de cheias significativas.

A bacia do rio Tejo foi colocada em alerta vermelho na quinta-feira (5) devido ao aumento repentino do fluxo das águas.



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