A cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul enfrenta um dos momentos mais delicados dos últimos anos. Produtores rurais relatam que estão recebendo entre R$ 1,60 e R$ 1,80 por litro de leite — valores considerados insuficientes para cobrir os custos básicos da atividade.
De acordo com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), o setor acumula nove meses seguidos de queda no preço pago ao produtor. Enquanto isso, as despesas com alimentação do rebanho, insumos agrícolas, energia elétrica, medicamentos veterinários e mão de obra continuam elevadas, pressionando ainda mais a rentabilidade das propriedades.
Segundo representantes da entidade e de sindicatos ligados aos trabalhadores rurais, o valor atual pago pelo litro do leite está abaixo do custo de produção, tornando a atividade economicamente inviável para muitos agricultores. A situação preocupa especialmente pequenos e médios produtores, que dependem da pecuária leiteira como principal fonte de renda.
As entidades alertam que, caso não haja medidas emergenciais, o estado pode enfrentar um movimento crescente de abandono da atividade. Esse cenário pode comprometer toda a cadeia produtiva, afetando desde o produtor até a indústria e o consumidor final, além de reduzir a oferta do produto no mercado.
Diante da crise, lideranças do setor cobram ações urgentes para garantir condições mínimas de sustentabilidade econômica, buscando evitar o enfraquecimento da produção leiteira gaúcha e seus impactos na economia regional.
Com informaçoes do Portal Folha Agricola