A colheita da soja segue em ritmo acelerado na área de atuação da Cotrijal e já alcança cerca de 50% das lavouras. O avanço significativo nas últimas semanas foi favorecido pelo clima estável, que permitiu aos produtores intensificarem os trabalhos no campo. A expectativa é de que a colheita continue em ritmo forte até o fim de abril.
Apesar do progresso, a safra apresenta resultados bastante variados. Isso ocorre em função das condições climáticas ao longo do ciclo da cultura, especialmente os efeitos do fenômeno La Niña, que provocou períodos de estiagem entre janeiro e fevereiro em diversas regiões do Rio Grande do Sul.
De acordo com o gerente de Produção Vegetal da cooperativa, Alexandre Doneda, houve grande diferença no comportamento das lavouras. “Enquanto algumas áreas registraram volumes de chuva próximos da média, outras enfrentaram até 40 dias sem precipitações, o que impacta diretamente na produtividade”, explica. Segundo ele, ainda é cedo para definir uma média precisa de rendimento, mas já é possível afirmar que se trata de uma safra heterogênea.
Durante todo o período de colheita, os produtores associados contam com o apoio técnico da cooperativa, que auxilia na definição do momento ideal para colher e na regulagem das máquinas, fatores essenciais para evitar perdas. Além disso, em determinadas áreas, pode ser necessária a dessecação das lavouras para garantir maior uniformidade antes da colheita. A recomendação é que os agricultores busquem orientação técnica para avaliar a necessidade e o momento adequado desse procedimento.
Estrutura de armazenagem reforça suporte ao produtor
Outro ponto de destaque é a capacidade de armazenagem da cooperativa em 2026. A Cotrijal conta com 77 unidades de recebimento distribuídas em mais de 50 municípios, com capacidade total de 1,2 milhão de toneladas de grãos, o equivalente a aproximadamente 21 milhões de sacas.
Segundo o gerente de Armazenagem de Grãos, Rodrigo Nicolao, a cooperativa vem ampliando investimentos em tecnologia, sistemas e capacitação de equipes para garantir mais segurança e eficiência no recebimento e conservação da produção.
Ao longo do ano, a estrutura é preparada para otimizar o fluxo durante o período de safra, assegurando que os grãos sejam armazenados dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado, inclusive para exportação.
Com o andamento da colheita e o suporte técnico disponível, a expectativa é de que os produtores consigam minimizar perdas e obter o melhor aproveitamento possível da safra, mesmo diante das variações climáticas registradas neste ciclo.