Um município localizado no estado do Amapá, na região Norte do Brasil, enfrenta uma das situações socioeconômicas mais delicadas do país. Dados recentes apontam que 93% dos moradores dependem do programa Bolsa Família como principal fonte de renda, evidenciando a forte dependência de recursos públicos para a sobrevivência da população.
Quase toda a população vive de benefício social
Com aproximadamente 6 mil habitantes, mais de 5,6 mil pessoas estão cadastradas e recebem o benefício social. O número chama atenção por representar praticamente toda a cidade, demonstrando a ausência de alternativas econômicas e oportunidades de geração de renda local.
Especialistas apontam que cenários como esse costumam estar ligados ao isolamento geográfico, à baixa oferta de investimentos e à escassez de políticas de desenvolvimento regional.
Mercado de trabalho praticamente inexistente
Outro dado que reforça a fragilidade econômica do município é o número de empregos formais: apenas 29 trabalhadores possuem carteira assinada. O índice é considerado extremamente baixo para o tamanho da população, mostrando que o setor privado é praticamente inexistente na cidade.
Sem empresas consolidadas e com pouca atividade comercial, grande parte da renda circulante depende do funcionalismo público e dos repasses federais.
Baixa atividade econômica e consumo reduzido
Indicadores complementares também revelam o cenário de estagnação econômica. O número de veículos registrados é inferior a 80 unidades, o que representa uma média muito baixa por habitante. Esse dado costuma refletir poder de compra limitado e pouca movimentação financeira.
A renda média anual por morador gira em torno de R$ 15 mil, o equivalente a pouco mais de R$ 1.200 mensais. Boa parte desse valor está ligada aos salários de servidores públicos municipais.
Desafios para o desenvolvimento
A situação do município evidencia os desafios enfrentados por pequenas cidades brasileiras que dependem quase exclusivamente de programas sociais. A ausência de investimentos privados, infraestrutura limitada e poucas oportunidades de emprego dificultam o crescimento econômico sustentável.
O caso reforça a importância de políticas públicas voltadas para geração de empregos, incentivo ao empreendedorismo e desenvolvimento regional, especialmente em áreas mais isoladas do país.
Por Notícias em Foco