Pinhão apreendido em Passo Fundo e Soledade: fiscalização flagra venda irregular durante período de defeso

Fiscalização ambiental apreende mais de 60 quilos de pinhão vendidos de forma irregular em Passo Fundo e Soledade durante o período de defeso.
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Operação da Brigada Militar resulta na apreensão de mais de 60 quilos de pinhão comercializado fora da época permitida no norte do Rio Grande do Sul

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A comercialização irregular de pinhão motivou uma ação da Brigada Militar nesta quarta-feira (18) nas cidades de Passo Fundo e Soledade, no norte do Rio Grande do Sul. Durante a operação, realizada pelo 3º Batalhão de Polícia Ambiental, foram apreendidos aproximadamente 63 quilos do produto, que estava sendo vendido e transportado fora do período permitido por lei.

A fiscalização ocorreu durante o chamado período de defeso do pinhão, que no estado segue até o dia 1º de abril. Nesse intervalo, a coleta, transporte e venda do pinhão são proibidos para garantir a preservação da espécie.

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Apreensões de pinhão em Passo Fundo

Em Passo Fundo, os policiais ambientais flagraram duas mulheres comercializando cerca de 13 quilos de pinhão às margens da ERS-135. A venda do produto fora da época permitida caracteriza infração ambiental, o que resultou na autuação das envolvidas.

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A ação reforça a fiscalização intensificada neste período, quando há maior incidência de casos de comercialização irregular de pinhão na região norte do Rio Grande do Sul.

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Transporte irregular de pinhão em Soledade

Já no município de Soledade, a abordagem ocorreu durante o transporte do pinhão. Um homem e um adolescente foram interceptados enquanto carregavam aproximadamente 50 quilos do produto em bolsas.

Assim como no caso registrado em Passo Fundo, os envolvidos também foram autuados por descumprirem a legislação ambiental vigente. Todo o pinhão apreendido nas duas ocorrências foi recolhido pelos agentes.

Período de defeso do pinhão segue até abril

O período de defeso do pinhão tem como objetivo preservar o ciclo natural da araucária, árvore símbolo da região sul do Brasil. A colheita antecipada prejudica diretamente a regeneração da espécie, além de impactar a alimentação de animais silvestres que dependem da semente.

Por esse motivo, a legislação proíbe a coleta, o transporte e a comercialização do pinhão antes do prazo estabelecido. A medida busca garantir o equilíbrio ambiental e a manutenção dos ecossistemas locais.

Penalidades para venda irregular de pinhão

Quem for flagrado realizando a venda ou transporte de pinhão fora do período permitido pode responder por crime ambiental. As penalidades incluem aplicação de multas, apreensão da mercadoria e outras sanções previstas na legislação.

De acordo com a Brigada Militar, o material apreendido durante a operação em Passo Fundo e Soledade será destinado a organizações não governamentais que atuam na proteção da fauna.

A fiscalização deve continuar intensificada nos próximos dias, especialmente em regiões onde há maior incidência da comercialização de pinhão, até o encerramento do período de defeso em todo o estado.

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