BIA-ALCL: o que é o câncer diagnosticado na influenciadora Evelin Camargo


A influenciadora digital Evelin Camargo utilizou suas redes sociais nesta semana para compartilhar um diagnóstico de saúde que serve como alerta para mulheres com próteses mamárias.

Após notar um aumento repentino em um dos seios, ela foi diagnosticada com BIA-ALCL (Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado a Implante Mamário).

Diagnóstico e sintomas

Evelin, que se submeteu a uma mamoplastia redutora com colocação de silicone em 2019, relatou que a mudança foi drástica e rápida. “Do dia para a noite, o meu seio esquerdo quase triplicou de tamanho”, descreveu. O que inicialmente parecia uma ruptura da prótese revelou-se um acúmulo de líquido ao redor do implante, conhecido como seroma tardio.

“É muito difícil falar sobre isso, mas há pouco mais de uma semana fui diagnosticada com linfoma anaplásico de grandes células causado pelo implante de silicone. Eu nunca tinha ouvido falar, mas isso aconteceu comigo”, desabafou a influenciadora.

Tratamento e prognóstico

Apesar do susto, o caso foi identificado em estágio inicial. Segundo Evelin, os exames confirmaram que a alteração está restrita à região da prótese, o que simplifica a abordagem terapêutica. “O meu tratamento vai ser o explante”, afirmou, referindo-se à remoção cirúrgica do implante e da cápsula fibrosa.

Especialistas reforçam que a cirurgia é frequentemente suficiente para a cura quando o diagnóstico é precoce. A onco hematologista Mariana Oliveira, da Oncoclínicas, explica que o BIA-ALCL não é um câncer de mama, mas um linfoma não Hodgkin (do sistema imunológico) que se desenvolve na cápsula ou no líquido ao redor do implante.

Tratamento e o que é o BIA-ALCL?

Reconhecida pela OMS em 2016, a doença é rara e está majoritariamente associada a implantes de superfície texturizada.

  • Risco: Varia de 1 caso a cada 2.200 a 1 a cada 86 mil mulheres com próteses texturizadas.
  • Histórico: Até 2020, o FDA registrou 773 casos e 36 mortes no mundo, quase sempre ligadas a diagnósticos tardios.
  • Tempo médio: Os sintomas costumam surgir entre 8 e 10 anos após a cirurgia, embora possam ocorrer antes.

Alerta e prevenção

A influenciadora enfatizou que seu objetivo não é desencorajar o uso de silicone, mas incentivar a vigilância constante. “Qualquer anormalidade que aconteça, contratura, inchaço repentino, procure um médico”, orientou.

Para Mariana Oliveira, a investigação deve começar com ultrassonografia ou ressonância magnética ao menor sinal de assimetria, dor ou endurecimento. A confirmação é feita via punção do líquido para análise da proteína CD30.

“Tenho certeza que só conseguimos identificar rápido porque no primeiro dia que meu seio inchou, já fui pro hospital”, concluiu Evelin.

*Publicado por André Nicolau, da CNN Brasil



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