Investigação interna aponta falhas graves na operação policial, mas descarta responsabilização criminal dos agentes envolvidos
A Brigada Militar concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) que apurou a morte do agricultor Marcos Nornberg, ocorrida no dia 15 de janeiro, em uma propriedade rural de Pelotas. O caso envolveu a atuação de policiais militares que efetuaram diversos disparos contra a vítima durante uma operação.
De acordo com a Corregedoria-Geral da corporação, a investigação interna determinou que não houve crime por parte dos agentes, mesmo diante do elevado número de tiros — quase dez — e do fato de a abordagem ter ocorrido durante a madrugada, sem mandado judicial.
Segundo o relatório, os policiais entraram no local acreditando que a propriedade seria utilizada como base por uma quadrilha especializada em furtos de veículos. No entanto, a suspeita não se confirmou.
Apesar de afastar a responsabilização criminal, o IPM identificou falhas consideradas graves no planejamento e no trabalho de inteligência da operação. Em razão disso, cinco dos 18 policiais envolvidos poderão sofrer sanções administrativas, que incluem punições disciplinares e até a possibilidade de exclusão da corporação.
O caso gerou repercussão e levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados na ação policial, especialmente em relação à ausência de mandado e ao uso da força.
Fonte: Humberto Trezzi (GZH)
Foto: Stéfane Costa / RBS TV