Ministério da Saúde emite alerta após aumento de casos de Mpox no Brasil em 2026

País já registra 140 casos confirmados neste ano e governo federal ativa plano de contingência para evitar avanço da doença.

O Ministério da Saúde divulgou um comunicado de alerta após identificar crescimento acelerado nas notificações de Mpox em diferentes regiões do Brasil. Até o momento, 140 casos da doença foram confirmados em 2026, o que levou o governo federal a acionar um plano de contingência para reforçar o monitoramento e apoiar estados mais afetados.

A medida busca garantir que o sistema de saúde esteja preparado para identificar rapidamente novos casos e evitar diagnósticos tardios, que podem facilitar a transmissão do vírus.

Principais sintomas da Mpox

Segundo o alerta divulgado pelo Ministério da Saúde, reconhecer os sinais da doença logo no início é fundamental para interromper a cadeia de transmissão. Entre os sintomas mais comuns estão:

Erupções cutâneas:
A doença pode causar lesões na pele que começam como manchas avermelhadas e evoluem para bolhas com pus. Geralmente aparecem primeiro no rosto, mãos ou na região genital.

Linfonodos inchados:
Ínguas dolorosas no pescoço, axilas ou virilha também podem surgir. Esse sintoma é considerado um dos mais importantes, pois em alguns casos aparece antes das lesões na pele.

Febre e dores pelo corpo:
Outro sinal frequente é o início repentino de febre acompanhado de dor de cabeça forte, calafrios, dores musculares e desconforto nas costas.

Medidas adotadas pelo governo

Diante do aumento de casos de Mpox, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a reforçarem as medidas de controle da doença.

Entre as principais recomendações estão:

  • Isolamento imediato: pessoas com suspeita da doença devem permanecer isoladas até receberem o resultado do exame. Caso o diagnóstico seja positivo, o isolamento deve continuar até a completa cicatrização das feridas.
  • Monitoramento de contatos: autoridades de saúde podem acompanhar pessoas que tiveram contato próximo com infectados nos últimos 21 dias.
  • Higienização de objetos e superfícies: o vírus pode permanecer em roupas, lençóis e toalhas, por isso é essencial realizar limpeza e desinfecção adequada desses itens.

Estados com maior número de notificações

De acordo com o levantamento inicial, os estados das regiões Sudeste e Sul, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, concentram boa parte das notificações devido ao grande fluxo de pessoas.

Já no Nordeste, novos focos de contágio foram identificados em Ceará e Rio Grande do Norte, o que motivou o alerta emitido neste mês de março.

Orientação à população

As autoridades de saúde recomendam que qualquer pessoa que apresente feridas suspeitas na pele ou ínguas procure imediatamente atendimento em uma unidade de saúde, como postos ou UPAs.

Além disso, especialistas reforçam a importância de evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem sintomas, já que a Mpox pode ser transmitida principalmente pelo contato direto com a pele lesionada e por gotículas respiratórias em contatos prolongados.

O Ministério da Saúde informou ainda que a situação epidemiológica será monitorada continuamente e que novas atualizações sobre a doença devem ser divulgadas a cada 48 horas, conforme a confirmação de casos pelos laboratórios centrais.

Fonte: Portal TNH1.

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