Pescador atacado por animal às margens do Rio Ligeiro em Maximiliano de Almeida; capivara pode ter sido o animal misterioso

Homem ficou ferido enquanto pescava no interior do município; Pelotão Ambiental da Brigada Militar investiga o caso e aguarda laudo médico para confirmar qual animal provocou o ataque.

Um pescador ficou ferido após ser atacado por um animal silvestre enquanto pescava nas margens do Rio Ligeiro, no município de Maximiliano de Almeida, na região Norte do Rio Grande do Sul. O caso aconteceu no dia 9 de março e passou a ser investigado pelo Pelotão Ambiental da Brigada Militar, que trabalha com a principal hipótese de que o ataque tenha sido provocado por uma capivara.

De acordo com informações repassadas pelo Pelotão Ambiental, a corporação tomou conhecimento da ocorrência apenas dois dias depois do fato, no dia 11 de março. Após receber o comunicado, uma equipe da unidade realizou diligências para esclarecer as circunstâncias do episódio.

Os policiais ambientais foram até o hospital onde a vítima recebeu atendimento médico e também estiveram no local indicado como ponto do ataque, às margens do rio, para coletar informações e avaliar possíveis indícios da presença do animal.

Segundo o sargento Ribeiro, comandante da unidade da Patrulha Ambiental (Patram) de São José do Ouro, as características das lesões apresentadas pelo pescador são compatíveis com um ataque de capivara. A avaliação preliminar foi feita com base na experiência da equipe que atua na fiscalização e monitoramento da fauna silvestre da região.

Animal comum nas margens do rio

Outro fator que reforça essa possibilidade é a grande presença desses animais nas áreas próximas ao rio. As capivara são frequentemente vistas nas margens de rios, lagos e áreas alagadas do Norte do Rio Grande do Sul, onde encontram alimento e abrigo.

Apesar de geralmente apresentarem comportamento pacífico, esses animais podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçados, especialmente em situações de aproximação inesperada ou quando estão protegendo filhotes.

Confirmação depende de laudo médico

Mesmo com os indícios apontando para essa hipótese, a confirmação oficial do animal responsável pelo ataque ainda depende da conclusão do laudo médico que analisa os ferimentos sofridos pela vítima.

O documento deverá indicar com maior precisão o tipo de mordida ou lesão provocada, o que ajudará a determinar se o ataque foi realmente causado por uma capivara ou por outro animal silvestre presente na região.

O caso segue sendo acompanhado pelo Pelotão Ambiental da Brigada Militar, que reforça a orientação para que moradores e pescadores mantenham cautela ao frequentar áreas de mata ou margens de rios onde há presença de fauna silvestre.

Mais recentes