Corte da Petrobras não chega aos postos e gasolina acumula alta de 37% em três anos

Mesmo com sucessivos cortes promovidos pela Petrobras, o preço da gasolina não deu trégua para o consumidor brasileiro. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, nos últimos três anos, o valor médio do litro nos postos subiu 37,1%, saltando de R$ 4,98 para R$ 6,33.

Desde dezembro de 2022, a estatal reduziu em 16,4% o preço da gasolina vendida às distribuidoras. Nesse período, foram realizados 11 reajustes: oito para baixo e três para cima. No acumulado, a queda nas refinarias chegou a R$ 0,51 por litro. O corte mais recente, anunciado na semana passada, foi de R$ 0,14.

Apesar das reduções, o efeito não foi sentido nas bombas. Na prática, encher um tanque de 50 litros ficou, em média, R$ 67,50 mais caro em comparação a três anos atrás. Em algumas regiões do país, o preço máximo do litro chegou a R$ 9,29, reforçando a percepção de alta entre os motoristas.

Especialistas explicam que o valor definido pela Petrobras representa apenas cerca de 28,4% do preço final pago pelo consumidor. Outros fatores pesam na formação do preço, como a mistura obrigatória com etanol, impostos federais e estaduais, custos de transporte e logística, além das margens de lucro de distribuidoras e postos.

A elevação do ICMS e a valorização do etanol também ajudaram a manter os preços elevados, neutralizando parte dos cortes feitos pela estatal. Com isso, mesmo diante de reduções anunciadas pela Petrobras, o consumidor segue sem alívio significativo no valor da gasolina.

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